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    <title>Uma Newsletter do Passado</title>
    <published>2021-08-26T23:37:41Z</published>
    <updated>2021-08-26T23:43:39Z</updated>
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    <content type="html">Primeiro: eu n&amp;atilde;o gostaria que esse fosse o primeiro post em portugu&amp;ecirc;s do meu blague, mas o universo ri de nossos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: a hist&amp;oacute;ria a seguir &amp;eacute; real. Eu sei que parece um frame borgesiano para amplificar um texto, e garanto a todos voc&amp;ecirc;s que eu absolutamente faria algo assim, mas, nesse caso espec&amp;iacute;fico, &amp;eacute; real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, v&amp;aacute;rios dos meus amigos decidiram lan&amp;ccedil;ar newsletters. Eu tinha tido uma ideia de lan&amp;ccedil;ar uma tamb&amp;eacute;m, faz muito tempo, mas nunca tinha escrito nada... ou pelo menos era isso que eu pensava. Quando eu entrei na minha conta antiga da newsletter, descobri que tinha um tremendo artigo sobre conlangs (sabe, l&amp;iacute;nguas artificiais, que nem o esperanto e o klingon), escrito e jamais lan&amp;ccedil;ado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo dele nunca ter sido lan&amp;ccedil;ado &amp;eacute; simples: ele era apenas um pre&amp;acirc;mbulo para uma piada em que eu julgava as frases que voc&amp;ecirc; usaria para apresentar a sua conlang. Voc&amp;ecirc; usaria o Pai Nosso? Um trecho da Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Universal dos Direitos Humanos? A pr&amp;oacute;pria vis&amp;atilde;o de mundo que voc&amp;ecirc; busca com a sua conlang? A frase &amp;quot;eu posso comer vidro, n&amp;atilde;o me machuca&amp;quot;? Eu iria julgar cada uma dessas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es com piadas magn&amp;iacute;ficas e not&amp;aacute;vel fantasia, mas, hel&amp;aacute;s! Esqueci-me completamente da piada que iria fazer, e fiquei s&amp;oacute; com o pre&amp;acirc;mbulo. Felizmente (ou n&amp;atilde;o), sou prolixo o suficiente para que o pre&amp;acirc;mbulo talvez satisfa&amp;ccedil;a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo voc&amp;ecirc;s, daqui em diante, com o Andr&amp;eacute; do passado. O nome deste rascunho incompleto, salvo na minha newsletter, era Julho 2019 - Conlangs &amp;amp; Caminh&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o fa&amp;ccedil;o ideia de onde os caminh&amp;otilde;es entrariam. Pela entrada de carga, geralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como Fazer Sua Pr&amp;oacute;pria L&amp;iacute;ngua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Neste m&amp;ecirc;s eu li &lt;a href="http://www.goodreads.com/book/show/3730120-in-the-land-of-invented-languages"&gt;In The Land of Invented Languages&lt;/a&gt;,  da Arika Okrent. Sempre fui um pouco fascinado por l&amp;iacute;nguas artificiais -  normalmente conhecidas por conlangs, uma abrevia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para &lt;em&gt;constructed languages&lt;/em&gt;,  linguagens constru&amp;iacute;das. Imagino que a maior parte das pessoas que est&amp;atilde;o  lendo esta newsletter s&amp;atilde;o nerds enormes e portanto sabem que O Senhor  dos An&amp;eacute;is foi criado apenas para que Tolkien tivesse um mundo para uma  l&amp;iacute;ngua que ele tinha inventado por hobby, o Quenya (mais conhecido como  &amp;Eacute;lfico), j&amp;aacute; que ele era um linguista e abominava uma linguagem que  existisse em um v&amp;aacute;cuo. Se Tolkien n&amp;atilde;o fosse t&amp;atilde;o nerd, n&amp;atilde;o teria escrito O  Senhor dos An&amp;eacute;is, o que significaria que a maior influ&amp;ecirc;ncia moderna na  fantasia medieval deixaria de existir. Como seria esse mundo? Talvez a  fantasia medieval, tendo como maiores influ&amp;ecirc;ncias as hist&amp;oacute;rias de &lt;span class="st"&gt;Fafhrd e &lt;em&gt;Gray Mouser&lt;/em&gt;, de Fritz Liber, e o &lt;/span&gt;Conan,  do Robert E. Howard (que, OK, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o medievais), tivesse tido menos a  ideia do bem contra o mal e fosse considerada menos simplista. Ou talvez  tivesse deixado de existir. Outra influ&amp;ecirc;ncia, maior ainda: sem O Senhor  dos An&amp;eacute;is, garanto que n&amp;atilde;o exisitiria Dungeons &amp;amp; Dragons. Sem ele,  talvez n&amp;atilde;o tiv&amp;eacute;ssemos o RPG de mesa... ou talvez sem este beemote  ocupando a sala ter&amp;iacute;amos sistemas mais variados e mais conhecidos. Quem  sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionei em um grupo que eu tinha comprado esse livro, e  algu&amp;eacute;m mencionou um outro livro sobre cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de l&amp;iacute;nguas artificiais.  Naquele livro eu n&amp;atilde;o tenho interesse. Existem pessoas que pagam  linguistas para criar l&amp;iacute;nguas novas para suas hist&amp;oacute;rias de fantasia e  fic&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica, e, bem, isso me parece um enorme desperd&amp;iacute;cio. Existem  mais de mil l&amp;iacute;nguas artificiais no mundo, algumas com comunidades  pequenas de falantes que adoram sua cria. Pra que criar outra? Pague  alguns desses hobbistas para traduzirem o seu texto pra l&amp;iacute;ngua deles.  Eles v&amp;atilde;o ficar com estrelinhas nos olhos e trabalhar por alegria. Eu j&amp;aacute;  tinha essa ideia faz tempo, e quando descobri que a 'l&amp;iacute;ngua lunar' usada  na excelente HQ Saga era, na verdade, o esperanto, soube que estava  certo. Voc&amp;ecirc; vai brigar com o Brian K. Vaughan, vagabundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mas o  maior problema de criar uma l&amp;iacute;ngua artificial, na minha opini&amp;atilde;o, &amp;eacute; o  vocabul&amp;aacute;rio. De onde voc&amp;ecirc; vai tirar as palavras? Se voc&amp;ecirc; usar uma outra  l&amp;iacute;ngua como base, sua l&amp;iacute;ngua fica enviesada, e fica mais parecida com um  dialeto do que com uma l&amp;iacute;ngua. Mas de onde mais voc&amp;ecirc; pode tirar um  vocabul&amp;aacute;rio? A 'l&amp;iacute;ngua l&amp;oacute;gica' Loglan e sua prima open source Lojban  (longa hist&amp;oacute;ria, brevemente discutida no livro da Okrent) utilizou  an&amp;aacute;lise do vocabul&amp;aacute;rio de todas as l&amp;iacute;nguas conhecidas para tentar isolar  as maneiras mais comuns de falar cada conceito, tentando assim criar  uma l&amp;iacute;ngua que &amp;eacute; igualmente familiar para qualquer falante do mundo. Mas  inventar uma l&amp;iacute;ngua j&amp;aacute; &amp;eacute; coisa de doido; fazer uma an&amp;aacute;lise dessa &amp;eacute; uma  coisa de doido embrulhada numa coisa de doido maior.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na verdade  eu estava pensando em outra coisa. No fim do livro, Okrent cita dezenas  de l&amp;iacute;nguas, com uma frase para exemplo. Se voc&amp;ecirc; tivesse inventado sua  l&amp;iacute;ngua, que frase voc&amp;ecirc; usaria?&lt;br /&gt;Era sobre isso que eu queria escrever. &lt;em&gt;[Nota do Andr&amp;eacute; do presente: Mas n&amp;atilde;o escrevi.]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que frase usar para dar um exemplo da sua conlang?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideia 1: Pai Nosso, que estais no c&amp;eacute;u, santificado seja o vosso nome&lt;br /&gt;Vantagens: &lt;/strong&gt;Essa  &amp;eacute; uma frase muito antiga, e extremamente comum na civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o  ocidental, que inclui metade do planeta (&amp;eacute; isso que 'ocidental'  significa). Isso significa que a maior parte as pessoas vai saber o que  isso significa, al&amp;eacute;m de talvez at&amp;eacute; saber essa frase em outras l&amp;iacute;nguas.  Al&amp;eacute;m disso, a maior parte das l&amp;iacute;nguas inventadas mais antigas usam essa  frase como exemplo, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; vai estar fazendo parte de uma grande  tradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma das l&amp;iacute;nguas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[o texto termina abruptamente neste ponto]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="https://www.dreamwidth.org/tools/commentcount?user=aprilmarch&amp;ditemid=9755" width="30" height="12" alt="comment count unavailable" style="vertical-align: middle;"/&gt; comments</content>
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